Por: Arcângela Sena (2025)

Belém, com seus 409 anos, vive um dos momentos mais emblemáticos de sua história — não apenas por sua longevidade, mas por se tornar o epicentro global do debate climático com a chegada da COP30. A capital paraense se posiciona como vitrine de soluções sustentáveis e passa a ser reconhecida internacionalmente não apenas por sua riqueza natural e cultural, mas também por seu potencial inovador. Nesse contexto, o empreendedorismo feminino ganha novos contornos e se fortalece como ferramenta de impacto social e ambiental.

A Belém da COP30: Um novo território de possibilidades

O evento global sobre mudanças climáticas, que acontecerá em novembro, insere Belém em uma rede internacional de debates e investimentos voltados para a transição ecológica. Mais do que um palco, a cidade se torna protagonista na busca por soluções que unam natureza, economia e justiça social. E é justamente nesse ponto de interseção que as mulheres empreendedoras da Amazônia vêm ganhando visibilidade e força.
Elas não apenas se adaptam às exigências da sustentabilidade: elas lideram. Seja com saberes ancestrais, com a criação de produtos que valorizam a biodiversidade amazônica, ou com negócios digitais que reverberam sua identidade no mundo, essas mulheres moldam o presente com olhos no futuro.

A COP como vitrine para as vozes femininas da Amazônia

A realização da COP30 em Belém cria um ambiente inédito para que mulheres empreendedoras apresentem soluções locais com impacto global. Projetos que envolvem bioeconomia, inovação verde e saberes tradicionais ganham a oportunidade de escalar e dialogar com o mundo. Mais do que oportunidades de negócios, esse momento simboliza o reconhecimento de que a Amazônia não é apenas floresta — é também inteligência, estratégia e protagonismo feminino.


Além dos espaços oficiais da conferência, eventos paralelos podem e devem ser usados para ampliar a presença dessas empreendedoras: feiras criativas, mentorias, rodas de conversa, mostras culturais e encontros colaborativos que conectem a floresta à inovação.

O empreendedorismo que nasce da resistência e floresce com a tecnologia

A nova geração de empreendedoras amazônidas alia tradição e tecnologia de forma potente. Através das redes sociais, plataformas digitais e e-commerces, elas criam marcas que alcançam mercados globais sem abrir mão da identidade local. Esse movimento é, ao mesmo tempo, um ato de resistência e de expansão econômica.


Mulheres como Beth Cheirosinha, dona de uma marca sensorial e autêntica no Ver-o-Peso, ou Maria dos Anjos, que transforma saberes populares em renda, são exemplos vivos desse espírito empreendedor que não espera permissão: age, cria e transforma.

Celebrar Belém é também reconhecer suas mulheres visionárias

Embora a COP30 seja o evento central deste ciclo, o protagonismo das mulheres empreendedoras de Belém e da Amazônia já vinha sendo tecido há séculos. Das feirantes aos laboratórios científicos, das artistas aos coletivos de inovação, essas mulheres estão moldando um novo paradigma de economia — mais justo, diverso e sustentável.
Nomes como Dona Onete, Joelma, Maria Luiza Álvares e Zélia Amador de Deus nos lembram que a criatividade, a ciência, a arte e o ativismo são formas legítimas de empreender — e de transformar estruturas inteiras.


Em 2025, Belém não apenas celebra seus 409 anos — ela se reinventa. E nessa reinvenção, as mulheres empreendedoras não estão à margem. Estão no centro. Da COP30 ao cotidiano das feiras, das universidades às redes sociais, elas conduzem a cidade para o futuro com raízes profundas e asas largas.o duradoura, então certifique-se de que seus pensamentos finais sejam impactantes e memoráveis. Uma conclusão sólida não apenas une o artigo, mas também inspira os leitores a se envolverem ainda mais.

Esta matéria foi originalmente publicada no portal CC Pará em 22 de janeiro de 2025.

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